Mostrar mensagens com a etiqueta Terapêutica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Terapêutica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 28 de julho de 2015

Arrebenta-diabos

Mais um achado no Houaiss:
arrebenta-diabos
■ substantivo masculino de dois números
1 primeira refeição matinal; desjejum
2 dose de vinho após o almoço
Na Infopédia, o termo tem como única acepção uma «andada de vinho depois da refeição». Acho muito bem não restringir o arrebentamento de diabos à hora da digestão vespertina. Todos sabemos que de noite é que os cabrões atacam em força.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O Grande Lu

Outra coisa que tenho em comum com o grande Lu (Para ser grande, sê inteiro): eu também não acredito por aí além na Medicina.

⁂

quarta-feira, 12 de março de 2014

Xaropes para totós

O leitor por acaso sabe em que endereço de correio electrónico atendem as Caves São João?

⁂

«Já as aplicações medicinais das bebidas alcoólicas são muito interessantes — o vinho era utilizado para cauterizações, limpeza de ferimentos e fricções, além de servir na preparação de poções à base de ervas. Para as crianças, uma dose diária de vinho preveniria que urinassem na cama.

O célebre médico João Curvo Semedo (1635-1719), em sua obra Observações médicas doutrinárias de cem casos gravíssimos (...), recomendava a quem quisesse abandonar o “vício da bebice” servir ao beberrão “vinho em que se afogavam duas enguias vivas” ou “vinho em que se misturou um pouco de esterco de homem”. E ainda “recolher o suor dos campanhões (testículos) de um cavalo quando estivesse suado” e servir ao bêbado, que poderia também escolher entre um copo de “vinho tinto em que se deitou uma fatia de pão que estivesse duas horas no sovaco de um agonizante” ou “o vinho que se deitou por meia hora dentro dos sapatos do mesmo bêbado, quando os descalçar, estando ainda quentes”.»

Sergio de Paula Santos, em Memórias de Adega e Cozinha (2007)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Calminha com os nabucodonosores

Imagine o leitor que, para 2014, o seu médico de família (esse sábio) lhe prescreve a toma de uma garrafa de vinho por dia ― o regímen de Tommy Cooper e daquele bispo de Sevilha. Ora, o leitor, que é sabido e sedento, pensa: Vou mamar uma magnum* todos os dias, pois não!

Não obstante, se for ainda mais sitibundo, saiba o leitor que, por ordem crescente, pode mamar em alternativa: um jéroboam (equivalente a cerca de 4 garrafas comuns); um roboão (6); um matusalém (8); um salmanasar (12); um baltasar (16); ou um nabucodonosor (entre 18 e 22, frequentemente 20, cerca de 16 litros).

Todas estas palavras (à excepção de jéroboam, que aparece inalterada) são aportuguesadas do francês, referem-se geralmente a champanhe e constam no eminente Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Assim munido dos nomes próprios, afira agora, leitor, qual é a verdadeira capacidade da sua sede. A sua tara, digamos. Mas cuide: se conduzir, não beba nabucodonosores.

* O Houaiss regista magnum como substantivo masculino ― de resto, à semelhança dos demais termos aqui referidos. Um meu parente, versado em línguas mortas e de trapos, objecta ― e muitíssimo bem:
Sendo magnum o neutro do adjectivo magnus, magna, magnum, parece correcto dizer «uma garrafa magnum», ou só «uma magnum», uma vez que garrafa é feminino.
Para sermos puristas, deveríamos dizer magna, para concordar com o substantivo, já que em português não há neutro: ou se é “marcolino” ou “firmino”.
De qualquer modo, magnum ou magna, importa é que o conteúdo seja “bão”.

sábado, 12 de outubro de 2013

Soluço terapêutico

«O meu médico disse-me para beber uma garrafa de vinho depois dum banho quente, mas eu nem sequer consegui acabar de beber o banho quente!»

Tommy Cooper

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sóbria embriaguez

«Um ponto interessante são os remédios para aliviar a melancolia. (…) No seu estudo clássico sobre o tema, Burton cita a opinião de Rhazes, para quem o vinho é o melhor tratamento dessa indisposição: “Quem pode encontrar companhia para beber já não tem necessidade de outros medicamentos”. Omar Khayyam era da mesma opinião, e Avicena, no seu Cânone da Medicina, recomenda àqueles que se vêem perturbados pela melancolia não apenas beber, mas emborrachar-se francamente de vez em quando. Já não é fácil encontrar médicos tão sábios. Também o austero Séneca dá igual conselho a um correspondente tristonho, e fala até de “sobria ebrietas”, o que hoje soa quase subversivo.»

Fernando Savater, no El País

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Posologia

Cá estão as contas que eu faço.

«Tenho gozado de excelente saúde numa idade avançada porque todos os dias, desde que me lembro, tenho consumido uma garrafa de vinho, excepto quando não me sinto bem. Aí consumo duas garrafas.»

Um bispo de Sevilha

(Leitor: como seu compatrício, aconselho-o a correr ao Aldi e ver se apanha o Señorio de Gayan Gran Reserva 2007, que puseram ontem à venda, a 2,69 €. Muita bom.)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Serviços mínimos

«A mágoa pode ser aliviada com bom sono, um banho e um copo de vinho.»

Atribuído a São Tomás de Aquino