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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Soluço conclusivo

Se as Caves São João são mudas, quer dizer que não conseguem fazer vinhos expressivos.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Soluço otorrinolaringológico

Tem graça que as Caves Velhas ouvem bem, mas as Caves São João parecem surdas que nem calhaus.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Soluço são-joãozinho

As Caves São João é que podiam organizar um seminário de business management, ou wine business, ou que é, subordinado ao tema Como Fidelizar Clientes: Nunca Responder ao Correio desses Cabrões.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Xaropes para totós

O leitor por acaso sabe em que endereço de correio electrónico atendem as Caves São João?

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«Já as aplicações medicinais das bebidas alcoólicas são muito interessantes — o vinho era utilizado para cauterizações, limpeza de ferimentos e fricções, além de servir na preparação de poções à base de ervas. Para as crianças, uma dose diária de vinho preveniria que urinassem na cama.

O célebre médico João Curvo Semedo (1635-1719), em sua obra Observações médicas doutrinárias de cem casos gravíssimos (...), recomendava a quem quisesse abandonar o “vício da bebice” servir ao beberrão “vinho em que se afogavam duas enguias vivas” ou “vinho em que se misturou um pouco de esterco de homem”. E ainda “recolher o suor dos campanhões (testículos) de um cavalo quando estivesse suado” e servir ao bêbado, que poderia também escolher entre um copo de “vinho tinto em que se deitou uma fatia de pão que estivesse duas horas no sovaco de um agonizante” ou “o vinho que se deitou por meia hora dentro dos sapatos do mesmo bêbado, quando os descalçar, estando ainda quentes”.»

Sergio de Paula Santos, em Memórias de Adega e Cozinha (2007)

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ouro sobre azul

Mais razões para exaltarmos as Caves São João – Sociedade dos Vinhos Irmãos Unidos. As imagens e o texto que se seguem são achados do nosso tesoureiro Belenenses Ilustrado.

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Foi por este que se começou a falar em ataque de boca.

«A cerveja sempre foi a bebida preferida de Matateu.
Carlos Silva, um belenense de nascença que foi seu companheiro de equipa, declarou, em A BOLA de 16 de Abril de 1987, que Sebastião Lucas da Fonseca era homem para beber 30 cervejas por dia. Quase um barril!
Nessa entrevista garantiu ainda que o moçambicano estava autorizado a beber uma cervejinha no intervalo dos jogos, na sua qualidade de ídolo.
Enquanto o resto da equipa se contentava com o chazinho do costume. “Era o seu doping”, explicou Carlos.
Essas revelações de Carlos Silva coincidem com os boatos que corriam em Belém sobre a cervejinha do intervalo, mas as pessoas diziam que Matateu a bebia às escondidas do treinador, na casinha privada onde alguém a escondia atrás da sanita.
A dúvida, então, é se Matateu bebia apenas a cerveja permitida ou esta mais uma clandestina...»

Cerveja, nem vê-la.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Frei João 2011 (branco)

Caves São João – Soc. dos Vinhos Irmãos Unidos. DOC Bairrada. Chardonnay, Bical, Maria Gomes. José Carvalheira (enol.). 12,5% vol. 2,59 € (Continente).

Aberto há dias de mais, despediu-se tão famoso como os dedais estreantes. Eis um vinho branco que enaltece o vinho branco. Não tem nada, mas nadinha, de exuberante ou tropical. É citriníssimo, senhores. Um ensaio sobre a frescura. Só não arrepia porque o ronda alegremente uma evocação de frutos secos, se não de bolo de arroz (que, justamente, quando feito a preceito, tem um sublime saborzinho de limão). Experimente tomá-lo — em vez de o beber — com algumas páginas de mestre Rubem Fonseca e uma porção de amêndoas de Vila Flor de Trás-os-Montes. Mas cautela com as amargosas! Arrepiam!

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Porta dos Cavaleiros 2010

Caves São João – Soc. dos Vinhos Irmãos Unidos. DOC Dão. Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro. José Carvalheira (enol.). 13% vol. 2,29 € (Pingo Doce).

Isso que é vinho de cabra-macho! Vinho vinoso, dãonairoso, com bons aromas de fruta vinhácea e vegetação beiroa. Um clássico confiável, logo lídimo constituinte do nosso cânone vinário. Tomáramos umas Caves São João em cada esquina deste País das Uvas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Notas Amadoras: Quinta do Poço do Lobo Reserva 2007

Caves São João. DOC Bairrada. Baga, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon. 13,5% Vol. 7,23 €.
Vermelho-escuro intenso. Aroma de fruta e plantas silvestres, com um toque de chocolate. Sabor maduro, macio e equilibrado.

terça-feira, 22 de março de 2011

Por mor da ciência

No final de um «A Hora de Baco» recente, inteiramente dedicado às Caves São João, o seu actual gerente, Manuel José Costa, atira que, quem quer fazer vinho, mais lhe vale ler o Padre António Vieira do que o Robert Parker.
Não creio que o enólogo da casa acompanhe o gerente nos seus gostos literários. José Carvalheira não ignora que é indispensável conhecer o Mercado e, em certa medida, seguir os seus ditames.
Carvalheira é, porém, mais do que um pragmático, um homem de ciência. Não é preciso frequentar as suas aulas na Estação Vitivinícola da Bairrada (de que dirige a adega experimental, o laboratório e o departamento de Enologia) para perceber o valor do seu conhecimento, não só no que toca aos preceitos da Enologia moderna, mas também aos legados pela tradição. Para tanto, basta provar os seus vinhos — e ouvi-lo atentamente neste «A Hora de Baco».
Colhem-se aí vários ensinamentos, como quais são as propriedades que determinam a longevidade do vinho, quais são as principais qualidades de um vinho velho, ou, o que é mais interessante, que, quantos mais anos de engarrafado tiver, menos recomendável é decantar-se e arejar-se o vinho.
Depois disto, por sinal, também ouvi ao Professor Virgílio Loureiro (outro homem de muita ciência, que tem ajudado a mitigar a minha ignorância) desaconselhar o arejamento prévio e forçado dos vinhos velhos, sobretudo porque assim se perde a oportunidade de presenciar, no copo, a sua ressurreição. Em alguns casos, todavia, sempre se mostra necessário decantar o vinho e esperar que ele se liberte do chamado «pivete da garrafa».
Por conseguinte, e por mor da ciência, devo talvez retirar o que aqui deixei dito, em finais de Novembro, a um amigo, e soa a regra — que eu, no lugar dele, decantaria um certo Riesling de 1997 etc.
Ele tomou em consideração, no que mais importava, o que eu sugeria, e trouxe-me, não o Riesling, mas uma garrafa de Trimbach Gewürtztraminer 1997. Há dias, abri-a. O vinho tinha uma linda cor, estava morto, e não ressuscitou. Sempre era uma bela perda!