| Como se faz |
Visita à Quinta do Monte d’Oiro
Um lugar de civilização. Lugar também de vento forte e constante, daí o nome da freguesia: Ventosa. A poucos quilómetros, é a Abrigada. 20 ha de vinhas em produção. 60% é Syrah. Todo o vinho do Monte d'Oiro tem um conceito gastronómico. De cada um que se provava, a Graça dizia com que comida casaria. Contou que Bento dos Santos é generoso, cultiva o prazer da partilha. Assim, na companhia dele, tem provado os melhores vinhos do mundo. Segundo ela, Bento dos Santos diz que o vinho é para beber, não para provar. Diz também que os vinhos do Monte d'Oiro são naturalmente gastronómicos. Ao fundo da adega, velando as pipas, estão duas estátuas (de madeira, creio): uma figura de mulher, representando a Arte, e uma de homem, representando o Engenho. Desde que ali chegou, em 2005, a Graça foi aligeirando e apurando o Madrigal, que achava pesado. Fê-lo aos poucos, porque foi preciso ir convencendo Bento dos Santos das suas razões. É ele quem idealiza os vinhos. Graça é a técnica que os executa, também tendo sua palavra. Em geral, não gosta dos brancos de Viognier dos outros. Diz que se trata de uma casta difícil de criar e de trabalhar. Como a Fernão Pires, facilmente origina vinhos perfumados em excesso, fáceis, oferecidos. Quanto a ela, prefere discrição e elegância. É a marca da Quinta do Monte d'Oiro.