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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vinhas Altas Reserva 2004

CAVIPOR, Caves Monteiros, Vinícola de Penafiel. Regional Minho. Sousão. Osvaldo Amado (enol.) (?). 12,5% vol. 2,99 € (Intermarché).
Patê, rosmaninho, fumo. Grande frescura. Um carácter raro.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Adega de Palmela 2011 (tinto)

Por este e por outros é que ainda não partimos da agreste praia da Ericeira, num belo iate triste chamado D. Amélia.

O tinto em questão recebeu medalha de prata no Concurso Nacional de Vinhos 2012. A garrafa não o ostenta. A sua apresentação é modesta e apelativa. Consta que é conhecido por «Palmela do rótulo roxo». Custa 1,89 €. 5 reais, gente boa.

Por cá, ainda há tempo para o açambarcar no Pingo Doce. Está a 1,49 €. O preço da prata da casa.


DO Palmela. Castelão, Cabernet Sauvignon, Trincadeira, Aragonez. Luís Silva (enol.) (?). 13,5% Vol. 1,49 € (Pingo Doce).
Um aroma limpo, de fruta e especiaria. Com tempo, chega a lembrar sericaia* — a canela, a ameixa em calda. De sabor, frutado, uma vaga doçura, acidez e taninos bem doseados. Bom e corredio.

* Uma curiosidade: sericaia provém do malaio «srikaya», que designa uma iguaria muito fina.

domingo, 17 de março de 2013

Irreverente 2011 (branco)

UDACA. Regional Terras do Dão (Serra da Estrela). Encruzado, Malvasia Fina, Bical. Carlos Costa Silva (enol.) (?). 13,3% Vol. 2,49 € (Leclerc).
Perfume citrino (lima, vem escrito). (Fermentado em carvalho francês.) Belo corpo, fresco, maduro, um nadinha doce. Uma delícia.

sábado, 9 de março de 2013

Dona Ermelinda 2011 (branco)

Casa Ermelinda Freitas. DO Palmela (Fernando Pó). Fernão Pires, Arinto, Chardonnay. Jaime Quendera (enol.). 13,5% Vol. Cerca de 3 € (Intermarché).
Fruta madura (limão, melão, meloa?) e manteiga. Muito saboroso.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Fontanário de Pegões 2009 (Tinto)

O Fontanário de Pegões Velhos, erigido cerca de 1728, é outra obra aquária do rei que, ao que parece, abominava o vinho.

Coop. Agr. de Santo Isidro de Pegões. DO Palmela. Castelão, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon. Jaime Quendera (enol.). 13,5% Vol. 2,48 € (Continente).
Faz pensar em fruta passa e alguma erva aromática. Acho que tem o que se chama de aroma vinoso, ou seja, cheira a vinho, sem notas, nuances nem toques. De igual modo, a acidez, os taninos sensíveis, embora suaves, e o sabor — a vinosidade? — não são propriamente ao jeito moderno. Gostei.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Adega de Vila Real 2011 (Branco)

DOC Douro. Viosinho, Malvasia Fina, Fernão Pires. Rui Madeira, Luís Cortinhas (enol.). 13% Vol. 2,29 € (Continente).
De cheiro cativante, lembra aromas tão diferentes como de queijo, marmelo e verniz… Bastante esperto e saboroso.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Adega do Calvário 2006

Regional Alentejano (Monforte). Aragonez, Touriga Nacional, Syrah. António Moita Maçanita (enol.). 14% Vol. 5 € (?).
Aromas doces, mais frutados que vegetais, também evocatórios de leite achocolatado e até de chocolate de menta. Com macieza, frescura e sabor quanto baste, acaba a lembrar compota de tomate.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Grilos 2008 (Tinto)

Soc. Agr. de Casal de Tonda. DOC Dão. Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz. 13% Vol. 2,25 € (Recheio).
Aroma algo cremoso de frutos silvestres, com notas vegetais e um toque de chocolate. Sabor de amoras, macio (uma rugosidade levíssima), um nadinha amargo, muito aprazível.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Beira Mar 2006 (Branco)

Duas penadas de prova do mesmo vinho, separadas por alguns meses.
Haveremos de voltar às Adegas Beira-Mar e aos vinhos de antanho do Sr. Paulo da Silva.

Beira Mar 2006 (Branco)
António Bernardino Paulo da Silva (Azenhas do Mar). 12,5% Vol. Sem mais indicações. Oferta do produtor.
Amarelo-claro. Aroma discreto. Com comida, soube-me a mel de Colares! (5-6-012)
Vago aroma de citrinos e frutos secos. Óptima acidez. (3-1-013)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Bonifácio Alicante Bouschet 2009

António Francisco Bonifácio & Filhos (Carvoeira, Torres Vedras). Regional Lisboa. 13% Vol. Cerca de 4 € (Jumbo).
Cor intensa. Aroma de fruta bem madura e café. Muito saboroso, com leve e agradável travo.

sábado, 17 de novembro de 2012

Erva Pata 2007

Casa Agrícola Ribeiro Corrêa. DOC Arruda. Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Miúda, Cabernet Sauvignon. 13,5% Vol. 8,69 € (Intermarché).
Lembra azeitona e fruta e plantas perfumosas. Muito fino, com certa tipicidade.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Bétula 2011

Catarina Montenegro C. M. Santos. Regional Duriense. Viognier, Sauvignon Blanc. 13% Vol. Oferta do produtor (? €).
Cheirando-o, lembra-me a casca do ananás, pelo tropical e o verde. Também lhe acho sinais de toranja e de bolacha. Está citrino e bem agradável de beber.

sábado, 27 de outubro de 2012

Lavradores de Feitoria 2009 (Tinto)

DOC Douro. Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca. 13% Vol. 3,98 € (Intermarché).
Bom aroma de fruta, coberto de notas vegetais secas, com sinais de cacau. Ligeiramente amargo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Casal da Coelheira Reserva 2010

Centro Agrícola de Tramagal. Regional Tejo. Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Touriga Franca. 13% Vol. 4,98 € (Pingo Doce).
Cor escura. Intenso aroma frutado, com um perfume silvestre e floral. Muito agradável e persistente.

sábado, 8 de setembro de 2012

Chão Rijo 2009 (Tinto)

Adega Regional de Colares. Regional Lisboa. Castelão. 13% Vol. 3,45 €.
Muito agradável aroma frutado, também achocolatado e resinoso. Bem fresco e saboroso. Acompanhou optimamente um caril algo picante.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Serra Mãe Reserva 2005

SIVIPA. DOC Palmela. Castelão. 13,5% Vol. ? €.
Cor intensa. Aroma fino de fruta vermelha madura, um sinal vegetal, outro de anis. Aveludado, com boa acidez.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Ribeiro Corrêa Chardonnay 2009

Casa Agrícola Ribeiro Corrêa. Regional Lisboa. 13% Vol. 6,49 € (Intermarché, Arruda dos Vinhos).
Perfumado e fresco. Pêssego, coalhada de limão. Sabor amanteigado.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Pegos Claros 2005

Companhia das Quintas. DOC Palmela. Castelão. 14% Vol. Cerca de 4 € (Ecomarché, Merceana).
Às primeiras, carnudo e achocolatado. Dias depois, o típico bálsamo de fruta, compota, sinais de baunilha. Gostava-o menos alcoólico.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Adega Coop. de Borba Reserva 1978

Sabendo da minha religião pelo vinho, uma alma magnânima doou-me uma garrafa de 1978. 34 anos, um tinto de Borba. Quantos dariam alguma coisa por ele? Eu mesmo, apesar do bom estado da cápsula e do satisfatório nível de vinho na garrafa, talvez só o comprasse muito barato.

Em todo o caso, abri com fé e o devido cuidado a atenciosa dádiva. Mal retirei o topo da cápsula, começou a cheirar bem. A rolha quebrou-se no gargalo, mas saiu em metades inteiras. Para não o deitar a perder, não decantei o vinho.

Ah, leitor. Ele não só estava bebível, como estava vivo e bom. Bem entendido, não era nenhum alto prodígio. Mas não me enterneceu menos que a visão das muitas andorinhas que veraneiam pelas ruas frescas da Ericeira.

Almas magnânimas, vinho vivaz, as andorinhas. Afinal, podemos ter esperança.

Um copo de esperança

Adega Coop. de Borba Reserva 1978
12,5% Vol. Sem mais indicações.
Rubi alourado. Café, chocolate, couro, uma nota vegetal balsâmica, outra a lembrar espargos. Um côvado de veludo! Persistência notável.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Um brinde com Solista Touriga Nacional 2009

No dia em que Sokolov, muitas vezes referido como o maior pianista vivo, toca em Sintra, um brinde à sua grande arte!

Solista Touriga Nacional 2009
Adega Mayor. Regional Alentejano. Touriga Nacional. 14% Vol. Oferta do produtor (11,90 €).
Muito perfumoso. Frutado, torradinho, condimentado, com sinais de baunilha e canela. Airoso e sedutor.

Adenda § Não posso brindar a Sokolov e deixar de saudar, com a mesma admiração, a actuação de Artur Pizarro no Palácio de Queluz, anteontem. O leitor sabe como o sublime nos transporta, nos aproxima do Divino, nos reconcilia com o Mundo. Assim foi Pizarro. Importa reconhecê-lo, seguindo o preceito legado por Rodin: — «A admiração é um vinho generoso para os espíritos nobres.»